Porventura o céu e a terra te contêm, porque os enches? Ou será melhor dizer que os enches, mas que ainda resta alguma parte de ti, já que eles não te podem conter? E onde estenderás isso que sobra de ti, depois de cheios o céu e a terra? Mas será necessário que sejas contido em algum lugar, tu que conténs todas as coisas, vistoque enches as ocupa contendo-as? Poruqe nãosão os vasos cheios de ti que te tornam estável, já que, quando se quebrarem, tu não te derramarás; e quando te derramas sobre nós, isso não o fazes porque cais, mas porque nos levantas, nem porque te dispersas, mas porque nos recolhes. No entando, todasas coisas que enches, enche-as todas com todo o teu ser, ou talvez, por não te poderem conter totalmente todas as coisas, contém todas ao mesmo tempo, ou cada uma a sua, as maiores a maior parte, e as menores a menor parte? Mas haverá em ti partes menores e parte maiores? Acaso não estás todo em todas as partes sem quehja coisa alguma que te contenha totalmente?
– Aurelius Augustinus Hipponensis (Agostinho de Hipona)
Ainda que não haja um ser humano ao meu lado, eu sinto Sua presença constantemente. Não posso vê-Lo, mas como eu gostaria! Talvez, eu não esteja pronta para enxergá-Lo. Talvez, Sua ausência em forma física seja exatamente o que eu preciso, porque eu tenho a certeza de que Você é muito maior do que tudo que vejo. Você é tão grande que nenhuma forma física em minha realidade visível pode contê-Lo por completo. A Sua ausência em somente um corpo visível nesta realidade é exatamente a Sua presença em todos os corpos visíveis para mim. Você está dentro de mim e em tudo aquilo que consigo enxergar. (26/06/2025 – 11h)

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